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Malefícios do “dourar a pílula” e outras omissões...nas empresas.. - Coaching Executivo

12/01/2015

Um dia desses, um amigo que é diretor de uma grande multinacional de bens de consumo, falava inconformado sobre uma diretriz corporativa em que tinha que explicar determinado assunto de uma forma que não representava, segundo ele, a verdade. Não se tratava de uma mentira tampouco, mas a explicação estava mal formulada. Por um lado, dizia ele, nem todo mundo tem maturidade emocional e intelectual para entender algumas definições da empresa, mas, por outro, qual o risco de se tratar os profissionais como adultos e fazê-los encarar os fatos tais como eles são (tirando os confidenciais, é claro). Isso sem contar com as pessoas que percebem que realmente falta razão à explicação dada.

 

Isso me lembrou uma frase atribuída a Freud, em que ele dizia que um dia as pessoas deveriam deixar de ser as crianças que sempre foram, e encarar a vida tal como ela se apresenta. A isso ele chamava de "educação para a realidade".

 

Novamente excluindo da discussão as questões que devem ser mantidas confidenciais, como ser fiel ao conceito de "transparência"? Tentar "poupar" alguns funcionários de frustrações ou ter dificuldade em lidar com questionamentos mais profundos traz algum bem interno para a marca? Em última instância, a credibilidade que os funcionários têm da empresa na qual trabalham é a que carregam sobre sua imagem por onde andam no mercado.

 

Algumas empresas têm uma atitude tão paternalista que se confundem ao criar seus discursos internos, sempre achando que as pessoas não terão habilidade para tratar de alguns temas. E não terão mesmo, se alguém não começar a educá-las. Pode ser difícil em algumas situações, sim, mas acredito que também ajudará a fazer a empresa amadurecer como um todo.

 

No fim, meu amigo disse que usou exatamente o formato de discurso que mandaram usar, e que se sentiu um pouco mal, achando que o time poderia começar a perder a confiança nele, caso achasse que faltava ali uma parte da história. Perguntei a ele por que não se posicionou de maneira diferente, conversando com quem emitiu a diretriz e discutindo o que havia entendido dela e todos os receios que tinha sobre sua disseminação. "Hummm", disse ele, "boa pergunta. Não sei por que não fiz isso na ocasião, mas agora ficarei atento para não ser mais omisso assim".

 

Stela Klein

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