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29/10/2019

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Transição de Carreira - Parte II - Relacionamento com Headhunters

 

Quando se está procurando um novo emprego, são muitas as formas de se fazer notar pelas empresas-alvo: ter um belo CV, atualizar o LinkedIn, ter um “elevator pitch” eficiente, ter mecanismos de busca de ofertas de trabalho ativados, entrar em contato com as próprias empresas-alvo e manter um bom relacionamento com headhunters., por exemplo.

 

Esse último parece fácil, mas com frequência muitos candidatos se perdem um pouco na relação com o headhunter ou cometem erros que fazem o profissional se impacientar ou até mesmo ignorar quem está à procura de um novo trabalho. Abaixo, algumas recomendações:

 

. Lembre-se que o headhunter não trabalha para você, mas para a empresa que está com uma posição em aberto. Sendo assim, a pior coisa que você pode fazer é cobrar resultados do headhunter. 

 

. Por outro lado, não tem problema em entrar em contato com ele de vez em quando.  E-mail parece ser a melhor opção pois respeita mais o tempo e a atenção do headhunter. A mensagem precisa ser gentil e melhor ainda se você puder ser útil ao headhunter. Como? Compartilhando um artigo ou oferendo sua própria rede de contatos, para o caso de outras buscas que ele esteja fazendo.

 

. Segundo Gustavo Coimbra Costa sócio da Unique | Group, consultoria de headhunting, se colocar à disponibilidade da agenda do headhunter é importante: “Já tive muitos casos que sugeri agenda de café ou almoço com um executivo, e tive como retorno várias outras sugestões de agenda em dias diferentes do sugerido. Nesse caso, se o processo tem pressa, ele fica de fora.”, diz Costa.

 

. Um headhunter pode fazer 50 entrevistas por semana. Por isso, a chance dele lhe dar atenção, caso não esteja trabalhando uma posição na qual seu perfil se encaixe naquele momento, é muito pequena. Sendo assim, você precisa ser muito objetivo e eficiente no contato. Cartas de apresentação longas e confusas não ajudam. Pergunte-se se o que você escreveu – em poucas linhas – dá uma boa ideia de quem você é como profissional. Títulos de email muito genéricos (“envio de CV”, “busca de oportunidade”) ou que tragam apenas uma comunicação fática (olá, bom dia, etc), correm o risco de pararem no lixo. Prefira títulos que já falem de você: “Executiva de Finanças” ou “Profissional de Marketing com 15 anos de experiência em multinacionais”, por exemplo.

 

. Cuidado com o Português. Muita gente acha que Comunicação é coisa fácil e que para escrever basta colocar no papel o que se fala. O resultado? Emails muito mal escritos, sem pontuação, letras faltando ou até mesmo palavras usadas incorretamente. Já precisei reler muito email de executivo sênior, pois não conseguia entender o que ele queria dizer. Isso causa uma impressão muito ruim. Dê atenção ao que está escrevendo e não envie uma mensagem adiante sem lê-la novamente.

 

. Também não causa boa impressão o profissional que aplica para uma vaga sem preencher os requisitos necessários listados ou que entra na entrevista sem deixar claro o que está buscando. “Não dá para querer se colocar à disposição de qualquer oportunidade em qualquer lugar, simplesmente pelo fato de querer participar do processo. Sempre me interesso muito mais pelo perfil de um executivo que se posiciona com o que realmente quer, do que aquele que se coloca à disposição para qualquer coisa.”, explica Costa.

 

. Outra coisa que tira a paciência de um headhunter é um CV mal escrito (erros gramaticais), com informação demais ou com informação muito genérica. É claro que você pode deixar detalhes para serem ditos nas entrevistas, mas é preciso mostrar claramente os resultados das suas ações. CV tem que ter alguns números, percentuais, índices, elementos que quantifiquem o resultado que você deu por onde passou.

 

. Gustavo Coimbra Costa lembra pontos críticos do processo: "É muito negativo para o executivo enviar mensagens diretas ao cliente (salvo em casos de comum acordo), mudar as informações trocadas (por exemplo, falar uma coisa ao headhunter durante a entrevista e outra ao cliente) ou buscar informações internas com conhecidos que trabalhem da empresa, expondo o processo internamente”.

 

. Se você foi entrevistado por um headhunter, será gentil se enviar no dia seguinte uma mensagem de agradecimento. 

 

Em seu trabalho anterior você certamente participou de muitos projetos. Agora o projeto é você mesmo, é sua recolocação. Organize-se para isso. Estude o assunto, contrate um coach, se quiser acelerar sua preparação. Cumpra os prazos a que se dispôs e faça uma boa apresentação sobre seu melhor produto: você. 

 

Stela Klein

 

 

 

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