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Da minha janela eu vejo o rio Saône. E, deste ponto onde estou, ele parece tranquilo, até mesmo parado. Sei que não está parado pois é um rio, claro. Mas realmente tenho a sensação de que ele não está se mexendo, pois estou um tanto o quanto longe dele. Quando chego mais próximo das margens percebo que, além de não estar nem um pouco parado, ele caminha em grande velocidade. Pisco o olho e a folha que passava ali na minha frente já está a alguns metros adiante.

 

Assim é conosco. Habitualmente não nos damos conta, mas o tempo está passando. E rápido. E o que eu acabei de pensar (e de escrever) já não me pertence mais, faz parte do que passou. Para algumas coisas da vida, eu ajo como se tivesse todo o tempo do mundo. Mas não é assim.

 

Talvez seja por isso que temos tanto medo de envelhecer e tratamos o assunto como tabu. Só que é uma ilusão pensar que, se evitarmos o assunto, talvez o universo se esqueça dele. Hã ?!!!! Bastou a gente ter nascido para começarmos a envelhecer ! Não dá pra ignorar isso.

 

Quando estou « no automático », ou seja, quando passo meus dias a fazer uma coisa atrás da outra sem « sentir » o que estou fazendo, sem « pensar » sobre o que estou fazendo, estou deixando de usar de modo eficiente, a meu favor, um tempo que NUNCA MAIS SERÁ MEU.

 

Da mesma forma, toda vez que eu deixo de fazer algo que pode ser útil para mim (e isso inclui algo útil para os outros pois, em consequência, será útil pra mim também) por pura preguiça, também perdi um tempo que NUNCA MAIS SERÁ MEU. Uma coisa é o lazer consciente, o ócio criativo, o relaxamento revigorante. Outra é a pura e velha preguiça.

 

Eu tenho que estar perto de mim mesmo, olhar pra dentro, pra me dar conta que eu envelheço, não importa a idade que tenha. Isso não é passível de mudança. Mas meu comportamento, sim. Só que preciso estar atento para realmente notar as coisas como elas são. Ao procrastinar, o tempo vai passando e pode ser que fique cada vez mais difícil para eu conseguir levar a cabo um projeto que, um dia, eu disse a mim mesmo que era muito importante para mim.

 

Como diz o neurocientista Howard Gardner autor da teoria das inteligências múltiplas : « quanto mais você envelhece, mais difícil é para você adaptar a sua vida às novas ideias e menos a adapta-las comodamente ao seu modo de viver. Por isso, acreditar que sabe, envelhece e querer saber, rejuvenesce. »

 

O quanto o « amanhã eu faço » faz parte da sua agenda ? O que te impede de fazer o que você mais quer, e dar um passo em direção a isso, HOJE ? 

 

Stela Klein

 

 

 

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