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4 Etapas para encontrar um novo emprego


Encontrar um novo emprego geralmente não é tarefa das mais fáceis, mesmo em nosso próprio país, quando temos conexões e contatos, dominamos o idioma e conhecemos os costumes e as regras relacionadas à busca de trabalho.

A tarefa se complica mais ainda quando estamos em um novo país, não é mesmo? As dificuldades se multiplicam, bate aquela insegurança, o receio de nunca mais voltar a ser profissionalmente quem a gente sempre foi e, nesse momento, ficamos muito próximos de sentir um misto de ansiedade e tristeza. A ansiedade pelo desconhecido que parece não ter fim, e a tristeza de perder um pouco a confiança em nossa capacidade.

Eu vejo que as pessoas que passam por esse momento de transição de forma mais tranquila – sim, esse é mais um momento de transição na vida dos expatriados! – se preparam e trabalham no projeto “busca de emprego” de modo bem estruturado, em etapas. Abaixo, falo resumidamente sobre cada uma delas.

1. Identificação de seu histórico de carreira e de seus diferenciais

O CV é como um “teaser publicitário”, ou seja, um espaço onde em poucas palavras você vai tentar chamar atenção dos recrutadores para lhe conhecerem melhor e descobrirem que você é A PESSOA CERTA para ocupar a posição que oferecem.

O objetivo de um CV, então, é conseguir uma entrevista. Geralmente os recrutadores não passam mais do que 12 segundos em cada CV quando o vêem pela primeira vez. Nesse sentido, um bom CV traz um resumo de quem você é, quais suas especialidades e quais os bons resultados que você levou às empresas onde trabalhou.

Quanto mais objetivamente você mostrar seus diferenciais em relação a profissionais com o perfil similar ao seu, mais atenção positiva você vai chamar. O grande erro dos CVs hoje em dia é que eles trazem apenas uma relação de empresas e atividades genéricas e não falam sobre realizações que fizeram diferença na vida das empresas.

2. Cartas de motivação e redes sociais

Fazer um bom CV não é suficiente. É importante se preparar para ter um bom perfil completo nas redes profissionais (o que significa atentar para conteúdo e foto) e escrever as cartas que acompanham o CV de forma personalizada (afinal, seu objetivo é mostrar seu real interesse na posição para a qual está postulando).

Uma carta de apresentação (ou de motivação, como é chamada em alguns países) só é lida se o CV chamou atenção. Aqui, o importante é ser conciso (pois ninguém tem paciência ou tempo para textos longos) e único.

Esqueça os modelos copiados por milhões e milhões de pessoas e que dizem sempre a mesma coisa. Esqueça também os parágrafos que falam o quanto você é trabalhadora, age como líder, tem espírito de equipe e é criativa. Qualquer um pode falar isso. O ideal é focar na relação entre o que a descrição da posição pede e o que você tem de experiência.

3. Saber onde procurar

Há dois grandes caminhos quando o assunto é busca de trabalho: as vagas anunciadas e as candidaturas espontâneas. Nenhum deve ser negligenciado. Quando falamos em vagas anunciadas, é importante mapear todos os sites de vagas existentes, pois você não sabe onde seu trabalho ideal estará publicado. Há sites globais e há aqueles específicos por país.

Isso sem falar nos sites específicos por profissão. Aqui na França, por exemplo, existem sites especializados em vagas para profissionais de restaurantes e hotéis. Em cada um dos sites, crie alertas com palavras-chave diferentes, de forma que você consiga ser informada sobre diferentes vagas que possam se adequar ao seu perfil.

Com relação às candidaturas espontâneas, tudo começa com uma “lista de sonhos”. É importante listar os locais onde você adoraria trabalhar. Comece por eles, e faça dessa lista uma coisa viva, onde você sempre adicionará mais um local conforme for entrando contato com os que estão no topo da lista.

“Entrar em contato” pode significar várias coisas: registrar-se no site da empresa, mandar seus documentos para o RH, contatar o RH e seu potencial chefe nas redes profissionais etc.

Além desse movimento, existem também os contatos feitos com headhunters e agências de recrutamento, não apenas para se apresentar e se cadastrar, como também para entrevistá-los, procurando entender mais sobre o mercado local e obter dicas sobre seu próprio perfil e suas chances.

Outros elementos podem fazer parte de uma estratégia de candidatura espontânea, como o desenvolvimento de sua reputação nas redes profissionais e o contato com o círculo próximo de familiares e amigos.

4. Treinamento, treinamento e treinamento

As pessoas que relatam passar pelas entrevistas com mais tranquilidade são aquelas que realmente se preparam para elas. De um lado, sabem explicar cada linha do CV, sabem colocar em evidência cada conquista obtida e sabem fazer muito bem a ponte entre o que é solicitado na descrição do cargo e o que têm a oferecer em relação a isso.

Além disso, fazem uma preparação mental digna dos atletas de alto nível, o que inclui não terem medo de dizer “não sei” ou “não tenho experiência neste item, mas em compensação …”, sabem que estão também avaliando a empresa e o recrutador (e não apenas sendo avaliada por eles) e se preparam para responder às típicas questões complicadas, como “me fale sobre você”, “quais são seus pontos fortes e oportunidades”, “por que você foi demitida” (se for o caso) ou ainda “por que deveríamos lhe contratar”.

De outro lado, se preparam também em relação à empresa-foco. Estudam um pouco sobre sua história e seu momento atual de mercado e pensam em boas perguntas a fazer sobre a empresa, as responsabilidades do cargo, e uma série de temas que são super bem-vindos no momento de uma entrevista.

Lembre-se de que as melhores entrevistas são aquelas que se tornam uma discussão de trabalho, onde os dois lados fazem perguntas interessadas e interessantes e conversam animadamente sobre o projeto em questão.

Se você estiver procurando trabalho, veja se essas etapas lhe ajudam a estruturar melhor a busca e ganhar em confiança. Quando nossa autoconfiança está em alta, isso transparece em nosso discurso e motiva os outros a quererem nos conhecer mais e mais. E o resultado é sempre positivo!

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