Qual o Legado que vocĂȘ vai deixar? - Coaching Executivo
- Jornada de Coaching
- 28 de set. de 2015
- 2 min de leitura
Pensar em âlegadoâ pode ser uma tarefa ĂĄrdua.
A palavra tem origem no latim âlegatumâ, que se referia aos bens deixados em testamento. Ou seja, Ă© uma doação. Eu faço alguma coisa e a deixo para os outros.
Quando penso em trabalho, a palavra legado Ă© uma das que me vĂȘm logo Ă cabeça. O trabalho que eu faço Ă© um dos bens mais preciosos que eu tenho e, por isso mesmo, sinto especial afeto, orgulho e, de certa forma, apego a ele. Para mim, meu trabalho tem muito significado. Eu o considero bom em vĂĄrios aspectos e, quando entendo que posso fazer melhor, vou atrĂĄs de aprendizados das mais variadas formas.
Mas serĂĄ que estou criando um legado? Daqui a 10 anos as pessoas vĂŁo se lembrar do trabalho que estou fazendo hoje? Acredito que a resposta estĂĄ no conceito de UTILIDADE. Se o trabalho for Ăștil para alguĂ©m (e esse alguĂ©m começa em mim), a resposta Ă© sim. E, ao lembrarem, tomam para si o legado que deixei.

Ăs vezes, pensamos em legado como algo que sĂł pode ser deixado por grandes mentes ou pessoas em altos cargos. Eu conheci estagiĂĄrio que fez uma diferença muito positiva na equipe onde trabalhava e presidente do qual nem me lembro o nome. Um deixou legado, outro nĂŁo (para mim). Porque um legado pode ser deixado por qualquer pessoa, mas a expectativa aumenta quando vocĂȘ tem um papel de maior abrangĂȘncia na sociedade. NĂŁo espero, a princĂpio, que um estagiĂĄrio mude o clima da organização (atĂ© porque, nesta fase de carreira, ele nĂŁo tem autonomia para tanto). Mas anseio que o presidente crie uma visĂŁo tĂŁo clara e apaixonante de onde queremos chegar, que no minuto seguinte a empresa inteira se sinta engajada a tentar adaptar seu comportamento.
Legado pode tambĂ©m ser bom ou ruim e depende da visĂŁo de cada um. Os legados negativos sĂŁo lembrados por aquilo que nĂŁo queremos ser ou fazer, erros valiosos (por mais paradoxal que essa expressĂŁo possa parecer) que podem virar aprendizado para muitos. E continuam a ser Ășteis, jĂĄ que podemos ver utilidade nos maus exemplos.
E aĂ chegamos a um ponto importante, e Ă© por isso que eu considero uma tarefa ĂĄrdua pensar no assunto: eu nĂŁo sei se o trabalho que faço serĂĄ realmente lembrado daqui a 10 anos. Mas se eu colocar bastante atenção aos que usam o meu trabalho, posso identificar se ele estĂĄ realmente sendo Ăștil. Se muita gente nĂŁo nota ou nĂŁo se importa com o que faço, pode ser um sinal de pouca utilidade. O trabalho talvez possa ser repensado, melhorado, modificado. Ou pode ser simplesmente que eu nĂŁo o esteja promovendo de forma adequada, o que Ă© importante no mundo em que vivemos. NĂŁo estou falando em agradar aos outros, estou falando em ser visto, para que a utilidade seja percebida.
E, no final da jornada (de cada dia, ou de uma vida inteira), o mais importante Ă© fazer-se a pergunta de âum milhĂŁo de dĂłlaresâ: eu me senti Ăștil? O maior legado de todos deve ser olhar pra trĂĄs e se sentir em paz e satisfeito com o que fez.
Stela Klein
